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sexta-feira, 11 de março de 2011

Brasil, o povo e a História

" O povo que não conhece a sua história está condenado a repetí-la" - reflexão muito conhecida que, lamentavelmente, se aplica perfeitamente ao Brasil. Todos os brasileiros tem conhecimento, em maior ou menor grau, sobre fatos marcantes da história da humanidade, desde a antiguidade. Entretanto, nenhum cidadão brasileiro conhece significativa parcela da história contemporânea nacional dos últimos 60 anos. Isso porque pior que um país que não conhece a própria história é um país que a perdeu, e o Brasil é um infeliz exemplo dessas duas tragédias. O primeiro ensinamento que todo cidadão deveria obrigatoriamente aprender é que " a história é contada pelos vencedores". portanto, existem duas - a oficial e a verdadeira.

O Brasil sem história já está revivendo seus próprios erros e a sociedade inepta caminha 'as cegas´ na sua ignorância para decidir mais um pleito presidencial, incapaz de distinguir cidadãos de criminosos. Nossa verdade histórica é um livro de páginas arrancadas e os poucos ainda vivos que as conhecem e não se prostituíram na corrupção assistem a um Brasil sem passado, ao qual resta apenas vagar perdido sem identidade, ou se encontrar na mentira dos perdedores.

( Texto adaptado de SOARES, André. O Brasil sem história.In: Estado de Minas,12,/05/2010, caderno de economia, p.9.)

As paredes da senzala



As paredes da senzala que hoje abriga um museu, são mudas testemunhas de um tempo onde a exploração do ser humano sobrepunha a liberdade de ação e expressão.
Passados 122 anos, não há escravos no recinto e sim objetos que nos remete ao ambiente hostil no qual viveu nossos antepassados. Naquele tempo a sede de justiça era grande, mas não era menor do a que sentimos hoje. Vivemos numa época onde todos são considerados livres para fazer suas escolhas, e no entanto nos sentimos reféns de máquina política que não se desenvolveu no mesmo ritmo revolucionário da chamada tecnologia de ponta.
Os homens que tanto buscaram o avanço dos meios de produção, fazem questão de manter estagnadas as mentes humanas, fazendo pouquisssimo ou quase nada para contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento intelectual e consequentemente político da sociedade.
Em pleno século XXI, presenciamos atitudes políticas que nos livros de história são usadas como exemplo de uma prática que não deu certo nos primeiros anos da República . Refiro-me a compra de votos, aos votos de cabresto e outros similares ou genéricos se for o caso.
Claro! Como a tecnologia está a serviço do poder, ninguém vai sair por aí trocando botinas e dentaduras por votos, ou mandando um jagunço atrás do eleitor na boca da urna. Há outras práticas modernas, mais eficientes e que abrangem um número muito maior de eleitores. As propangadas consumistas que usam a divulgação das estatísticas como forma de convencer os eleitores quanto a aceitação ou rejeição de determinados candidatos.
Como na leitura do analfabeto político o certo é votar com a maioria, podemos concluir que outras paredes daqui a mais um século continuaram mudas e cientes do estão vendo no tempo presente. Se para nós, brasileiros, a situação mudará, somente a história é que vai poder nos contar. Afinal, o testemunho das paredes não conta ...